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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Violência

|Sara L. Heart


Na ponte alta permaneces.
Que distância mais arde para ser percorrida
Antes de teus olhos descansares
Naquela antiga maneira de paz?
Evocando o outro lado de ti
A salvo no abrigo provisório da paixão
Gela as tuas veias, Suspenso no tempo
Ao imaculado e quente ponto
Sem retorno.

Perdido em toda esta violência
Que a nada te molda no teu centro
O vazio que te escorre na pele.
Um destino que não é, nem nunca foi.

O coração, presa do fingir
Nunca de casa se ter despedido
Mentira demais ousada para tua alma
Nunca precisa nesta verdade
Longe demais, o tempo incerto
Negros caminhos onde a luz se evapora.

Acordado, à noite perguntas
Em ritmos de ardor suplicante
Se atrás voltarás, um dia, uma hora
No teu peito pesado, pedras de memória
Das janelas e portas do amor.

A canção de embalar, filha das paredes
O calor da noite era teu
A vida descansava na tua pele
Passeava-la no teu colo como uma fotografia
Troféu perdido.
Para sempre.

Lugar aquele que tudo foi.
Em todos os ângulos de todos os cantos
As ondas frescas do tempo
Em cada respiração de cada dia.
A mensagem no silêncio
Debaixo dos lençóis da tua cama.
O sólido chão da certeza
Quando nele descansaste a duvida.
A protecção inerente
No pulsar das paredes.

O coração de que nunca se esqueceria
Não reconhece a tua voz.

E enquanto o vento te chora, então
Por ruas e rostos sem sabor
Forte e belo permaneces
Rogando o esquecer das pedras
frias sob teus pés.
Com lágrimas para trás deixadas
Com súplicas de um adeus contadas
Os nomes, luz de estrelas perdidas.

Que elas te ensinem o caminho de volta
Se tudo ficar escuro.