|Rui Prudêncio
Constituindo o
livro impresso o primeiro produto industrial da civilização ocidental a partir
do último quartel do século XV, gradualmente as bibliotecas europeias
tornaram-se espaços de grande concentração de volumes, sendo essa aliás uma das
suas funções: acumular informação. Se antes o processo acumulativo seria lento,
pois a feitura do livro era um labor integralmente manual, logo demorado e
dispendioso, com o advento da produção tipográfica, paulatinamente as
bibliotecas coleccionaram milhares de volumes. O crescente ritmo de aquisição tornou
a gestão e manutenção dos acervos bibliográficos mais complexa e exigente.
Neste contexto,
para além das tarefas habituais de organização (catalogação, classificação,
arrumação, pesquisa) o bibliotecário vê reforçadas outras funções. O
Renascimento enche as estantes, traz mais leitores, e entre tantos volumes,
empréstimos, entradas e saídas era imperioso ao bibliotecário desenvolver
métodos e técnicas de controlo de circulação e de conservação do livro, afim de
prevenir potenciais riscos de extravio ou roubo e minimizar os efeitos do
manuseamento.