Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de junho de 2014

Livros a Oeste: programa de 1 de junho

10h00 - 13h00/14h00 - 17h00 - Comemorações do Dia Mundial da Criança
Insufláveis, Demonstrações de Karaté, Aula de yoga, Jogos tradicionais, Aula de Zumba, animação de rua, modelagem de balões, pinturas faciais…
Local: Praça José Máximo da Costa



15h30 – Las Meninas
Nos 50 anos das personagens Anita e Mafalda
Maria José Pereira; segundo convidado a confirmar
Moderação: João Morales
Público-alvo: Comunidade em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


16h30 – “A Minha Pátria é a Língua Portuguesa”
Mário Zambujal; Patrícia Portela; Waldir Araújo
Moderação: João Morales
Público-alvo: público em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


16h30 – Animação de Rua com a Banda da AMAL – Associação Musical e Artística Lourinhanense

sábado, 31 de maio de 2014

Livros a Oeste: programa de 31 de maio

10h30 - Animação Musical de Marionetas “Galináceas” (10m)
Dramatização: “A derrota do Kid Labaderas” (20-30m)
Desfile de Moda: VestirArte” (15-20m)
Dinamização: 11.º H de Animação Sócio-Cultural da Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado - Lourinhã
Público-alvo: público em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


15h00 – Poetas a Tempo Inteiro
Andreia C. Faria; Aurelino Costa; Catarina Nunes de Almeida
Moderação: João Morales
Público-alvo: Comunidade em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


16h30 – Teatro de Fantoches “A Mala Assombrada” – baseado no livro de David Machado
Público-alvo: Comunidade em geral
Dinamização: Biblioteca Municipal da Lourinhã
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


18h30 – Letras & Ideias
David Soares; Rui Tavares;
Moderação: João Morales
Público-alvo: público em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


21h30 - Concerto “Músicas do Mundo”
Coro Municipal da Lourinhã
Coro Juvenil do Externato de Penafirme
Local: Auditório da AMAL

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Livros a Oeste: programa de 30 de maio

10h00 - Animação Musical de Marionetas “Galináceas” (10m)
Dramatização: “A derrota do Kid Labaderas” (20-30m)
Desfile de Moda: VestirArte” (15-20m)
Dinamização: 11.º H de Animação Socio-Cultural da Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado - Lourinhã
Público-alvo: 1.º Ciclo
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


11h30 – Sessão com a Escritora Sandra Antunes sobre o livro “A Pépita de Chocolate”
Público-alvo: Alunos do 2.º, 3.º e 4.º anos do 1º Ciclo
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


14h30 – Dramatização: “O Doente Imaginário” de Moliére
Dinamização: Alunos do Colégio Rainha D.ª Leonor de Caldas da Rainha
Público-alvo: 9.º ano e Secundário
Local: Auditório da AMAL


15h30 – Sessão com o Escritor Carlos Guardado da Silva e Ilustrador Daniel Silvestre da Silva, sobre o livro “Um País Silencioso”
Público-alvo: Alunos do 9.º ano e público em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


17h00 – Projeto “Conta-me um Conto”
Dinamização: Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha e Universidade Sénior de Caldas da Rainha
Público-alvo: Pré-escolar e 1.º Ciclo
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


18h30 – Uma Vida não me chega
Pedro Guilherme-Moreira; Nuno Júdice; Rui Zink
Moderação: João Morales
Público-alvo: Comunidade em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


21h30m – O 25 de Abril por quem o Relatou
A partir do livro Os Rapazes dos Tanques, c/ os autores
Alfredo Cunha; Adelino Gomes
Moderação: João Morales
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Livros a Oeste: programa de 29 de maio

10h30 – As Consultas do Dr. Serafim e a Bronquite da Senhora Adriana
c/ autores Rosário Alçada Araújo e Afonso Cruz
Público-alvo: 3.º ano
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira

11h30 – Sessão com a Escritora Ana Meireles
Público-alvo: Alunos do 1.º Ciclo
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


14h00 – Animação Musical de Marionetas “Galináceas” (10m)
Dramatização: “A derrota do Kid Labaderas” (20-30m)
Desfile de Moda: VestirArte” (15-20m)
Dinamização: 11.º H de Animação Sócio-Cultural da Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado - Lourinhã
Público-alvo: Pré-escolar
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


17h00 – Teatro de Fantoches “A Mala Assombrada” – baseado no livro de David Machado
Público-alvo: pré-escolar e 1.º ciclo
Dinamização: Biblioteca Municipal da Lourinhã
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


18h30 – Andarilhos à Conversa
David Machado; André Gago; Eduardo Raposo
Moderação: João Morales
Público-alvo: Comunidade em geral Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Livros a Oeste: programa de 28 de maio

10h00 - Inauguração do Festival Livros a Oeste
Intervenções do Senhor Presidente da Câmara Municipal, do Vereador da Cultura, da Chefe de Divisão, do bibliotecário e do programador


10h30 - Tuna de Ribamar e Grupo Coral “Os Afonsinhos”
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


11h00 – Sessão com a Escritora Margarida Fonseca Santos
Público-alvo: 2.º e 3.º ciclos
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira


14h00 – Peça de Teatro “Auto da Barca do Inferno”
Público-alvo: 9.º ano
Dinamização: Gteatro
Local: Auditório da AMAL


15h00 – Histórias filmadas
Projeção de curtas – metragens: “Sem Respirar” (8,14m), de Pedro Brito (guião de Filipe Homem Fonseca) e “Histórias de Molero I, II e III” (6m cada); textos de Dinis Machado, adaptados por Afonso Cruz
Seguido de conversa c/ Pedro Brito; Filipe Homem Fonseca e Afonso Cruz
Público-alvo: Alunos do Ensino Secundário
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira

17h00 – Workshop de Escrita Criativa com Margarida Fonseca Santos
Público-alvo: Professores/as, Bibliotecários/as Duração: 3 horas (inscrição prévia)
Local: Biblioteca Municipal da Lourinhã (novas instalações)


18h30 - Estreias de 2013 Filipe Homem Fonseca; Bruno Vieira Amaral
Moderação: João Morales
Público-alvo: Comunidade em geral
Local: Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira

terça-feira, 27 de maio de 2014

Livros a Oeste 2014

A Revista Literária Sítio é Media Partner do Festival Livros a Oeste 2014. Durante o resto desta semana, publicaremos o programa diário do evento nas nossas páginas, promovendo os autores e os eventos que terão lugar no Município da Lourinhã entre 28 de maio e 1 de junho.

Todos os parceiros da Organização e principais eventos do Festival
Para conhecer mais sobre o evento, aconselhamos a visita da página oficial do mesmo. Fique a saber tudo sobre os autores presentes, o programa e os elementos multimédia (vídeos e fotografias) que irão ser produzidos durante o evento.

Programa completo da edição 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Festival Livros a Oeste 2014 – Um marco na Cultura da região

Já com três edições, o Festival Livros a Oeste, organizado pelo Município da Lourinhã é um marco no panorama cultural do Oeste, decorrendo entre os dias 28 de maio e 1 de junho, no Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira.

Mundo Global é o tema deste ano e as iniciativas programadas traduzem esta ideia de uma comunicação mais ampla e universal.

O certame vai propiciar, uma vez mais, o contacto com grandes e conceituados escritores da língua portuguesa, bem como uma feira do livro, onde podem ser encontradas obras de referência e novidades a preço de desconto.

Saliente-se ainda uma vasta programação cultural com atividades para crianças, mostras, sessões de cinema e espectáculos diversos, que todos os anos atrai um número significativo de público, não só do concelho da Lourinhã, mas também dos concelhos vizinhos da Região Oeste.

O grande destaque da agenda vai para a presença de reputados autores do panorama literário português, como Adelino Gomes, Alfredo Cunha, Ana Meireles, André Gago, Afonso Cruz, David Machado, Mário Zambujal, Margarida Fonseca Santos, Nuno Júdice, Rui Zink e Waldir Araújo, entre outros. 

Ao centro o vereador Fernando Oliveira, responsável pela área da Cultura, ladeado pelo programador do Festival, João Morales, e por Conceição Franco, Chefe da Divisão de Intervenção Social e Cultural do Município da Lourinhã


Nos encontros com escritores fica a promessa de conversas ricas em conteúdo e assumidamente informais, uma vez que também o público é convidado a dialogar com os intervenientes no final das sessões.
 
O evento foi apresentado ontem à comunicação social pelo vereador Fernando Oliveira, que efetuou um enquadramento do Festival e apresentou as principais linhas de comunicação do certame.

Evidenciou que  a amplitude nacional do Festival se traduz, principalmente, "no excelente painel de autores que desde 2012 tem vindo à Lourinhã, para a apresentação e lançamento de livros, para encontros literários e para a dinamização de Workshops e de outras iniciativas".

Nesta linha, destacou que o facto do festival "ser um evento democrático e de fruição cultural, com entradas livres". "A programação eclética e as presenças que reúne, colocam-no a par de outros certames de projeção nacional", reiterou.

Acrescentou que este ano, "o Festival Livros a Oeste propicia a vinda de mais de 25 relevantes autores portugueses, que se juntam àqueles que já brindaram a Lourinhã com a sua presença, em edições anteriores, pelo que podemos afirmar que já passaram pelo concelho 8 dezenas de autores".
 
O edil destacou, de igual modo, o relevante papel das escolas  da Lourinhã e dos estabelecimentos de ensino da região, "enquanto destinatários de uma mensagem universalista que associa a cultura e o saber ao progresso da humanidade".

Disse ainda que  os estabelecimentos de ensino são protagonistas e intervenientes diretos nesta programação, referindo como exemplo as mostras, patentes ao longo do certame e o espetáculo que a Escola Secundária da Lourinhã vai proporcionar no dia 31 de maio, com animação musical, dramatização teatral e até um desfile de moda.

Deixou ainda uma  palavra especial para os alunos de concelhos limítrofes, nomeadamente, do Curso Profissional de Artes do Espetáculo do Colégio Rainha D. Leonor, das Caldas da Rainha, que apresentam a peça “O Doente Imaginário” de Moliére e para o Coro Juvenil do Externato de Penafirme, que se junta ao Coro Municipal da Lourinhã no concerto “Músicas do Mundo”.

O blog oficial do evento

À semelhança de 2013, o evento será comunicado através de um amplo conjunto de meios: desde as notas de imprensa e sítio municipal, ao facebook e newsletters, passando pelos cartazes, flyers, spots e anúncios em rádios e jornais.

Uma vez mais, o blog do festival 
www.livrosaoeste.blogspot.pt vai constituir o posto avançado da comunicação do certame, quer para os públicos interno e externo, quer para a comunicação social.

Neste veículo será disponibilizado o programa do evento, as biografias e bibliografias dos autores convidados, a lista de apoios e parcerias, os media partners, entre outras informações de interesse geral.

Ao longo do evento será disponibilizado no blog, quer para o público em geral, quer para jornalistas, notícias sobre as iniciativas do programa, acompanhadas por fotografias e, nalguns casos, por registo vídeo.  

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Parceria BranMorrighan & Revista Literária Sítio - Eis os escritores talentosos!


Esta semana publicamos os resultados da parceria entre a Revista Literária Sítio e o Blog BranMorrighan.

Entre os vários participantes foram escolhidos os textos em prosa de Ana Pereira, Liliana Leça e Tomás Gomes, e os poemas de Carina Portugal e E.M. Valmont.

Durante toda a semana procederemos à publicação de um texto por dia. Agradecemos a disponibilidade do Blog BranMorrighan para esta ideia e esperamos que entre os autores escolhidos possam estar futuros colaboradores regulares da Revista Literária Sítio!

terça-feira, 4 de março de 2014

Editorial: O silêncio e o jogo

|Luís Filipe Cristóvão



No meio de toda esta confusão, no mundo, no país, na rua, ocorreu-me que o editorial desta mês poderia ser, simplesmente, uma imagem. Hesitava entre a letra da música de Los Hermanos, o apropriado “Todo o Carnaval tem seu fim”, ou a adaptação de uma frase que anda a anos perdida na minha cabeça, transformada agora em “o silêncio deveria ser, definitivamente, a tua filosofia”.

Ocorre que há uns meses visitei o Convento do Varatojo e a sua Mata Sagrada, pelo que acorri à pasta onde guardo uma série de fotografias dessa ocasião, em busca de alguma que pudesse transportar, como maior eficácia, esse elogio ao silêncio. No entanto, a que me saltou à vista foi esta, a de um improvisado campo de futebol onde, imagino eu, alguns dos frades franciscanos se arriscam, de tempos a tempos, a um disputado dérbi.

Encontrei-me assim, quando em busca do silêncio, perante a clara evidência de que não há como parar o jogo. A cada ocasião, a necessidade de fazer o movimento que dará origem a outro e a outro, logo de seguida. Não me ocorre melhor imagem para entrar, agora que o Carnaval termina, no mês de março.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Editorial: Nos 19 anos do ATV

|Luís Filipe Cristóvão

O mês de fevereiro marca o 19º aniversário do ATV – Académico de Torres Vedras, casa deste projeto literário que agora leva o nome de Revista Literária Sítio. Os 19 anos da associação marcam uma plena maturidade de um projeto que, mesmo vivendo diferentes vidas ao longo da sua existência, preocupou-se, sempre, em alimentar bases para o seu crescimento.

Assim também por aqui tentamos que isso seja possível. Mesmo perante dificuldades, desesperos ou desilusões. Tornando o mais importante, não aquilo que nos pode ferir neste momento, mas o que crescerá de cada problema na descoberta da sua solução. Mais do que parecer um otimista em excesso, da mesma forma que noutras alturas foi de negativismo que tentaram cobrir as minhas palavras, trata-se de exercer, sobre todo e qualquer momento, um esforço realista.

A realidade é, neste momento, a de um projeto à procura do seu rumo. As ideias de solidariedade, bem-estar, criatividade e esforço social que fazem parte da essência do ATV estão bem expressas no projeto da Sítio. Torná-lo bem mais abrangente é a missão de cada um de nós. Porque acreditem não custa nada, ser realista por um minuto que seja em cada dia e arriscar o impossível.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Editorial: Um ano

|Luís Filipe Cristóvão

Faz hoje um ano que a Revista Literária Sítio regressou para manter uma existência exclusiva online. Este regresso deveu-se à vontade de um punhado de pessoas, cada uma a partir do seu canto, a imaginar formas de dar espaço público aos autores que gosta de ler. Começámos por procurar os nossos amigos, as nossas ligações, para alargarmos, como sempre foi o destino da Sítio, a demanda para quem acabou por se juntar a nós. No fundo, é para isso que servem as revistas literárias, para encontrar gente que não estava ao nosso alcance conhecer de outra forma.

Mantemos a porta aberta sem grandes pretensões. Não são as linhagens literárias, nem os desejos vazios de ser “alguém” no mundo editorial que nos mantém neste trabalho. É, sim, uma vontade férrea de não desistir do que, parecendo tão natural, vai sendo cada vez mais raro: o viver as coisas pelo simples prazer que elas nos oferecem. Sem deixar que medos nos aterrorizem, sem permitir que ansiedades nos retirem de entre os dedos o que não conseguimos agarrar. A vida segue, na Sítio, dia a dia, com mais uma leitura, mais um projeto de vida de alguém que nos encontra.

Faz hoje um ano, online, fará, em breve, treze anos, que esta caminhada começou. Sempre com a presença do ATV – Académico de Torres Vedras, como base de apoio para uma ideia. Os grandes projetos fazem-se em equipa, mútuo apoio, multiplicada esperança. Há também lugar para ti na Sítio. Bom 2014.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Editorial: Da vida e da morte num país que acaba

|Luís F. Cristóvão

Muito antes de este ser o dia de visitar os mortos, eu acordava bem cedo com a excitação de ter um saco do pão, em pano, pronto, para sair de casa em busca do “pão por deus”. Era um hábito forte e enraizado na aldeia do meu pai, onde o feriado do primeiro de novembro também marcava o aniversário do grupo desportivo, e juntava toda a gente da aldeia, em bailes populares pela noite e jogos de futebol no campo pelado durante a tarde. A manhã, essa, era das crianças, à solta pelas ruelas, ao “pão por deus”.

Foram dezenas e dezenas de rebuçados, bolachas, broas, chupa-chupas, línguas de gato… Na casa de algum primo, uma moeda de 25 escudos, um verdadeiro tesouro prateado, porta para uma série de outras guloseimas ou pequenas compras durante o resto do dia. No café, lembro-me também do “pão por deus” significar uma ou duas carteirinhas dos calendários da bola, onde bigodudos jogadores apareciam prontos a ser colecionados religiosamente, guardados numas capas que estavam sempre perto de mim, no meu quarto, ao acordar.

Muito antes de este ser o dia de visitar os mortos, este foi o dia de festejar a vida. Depois crescemos e saímos de casa para caminhar por cemitérios, em silêncio, em busca de palavras que imaginamos ecoar pelas copas das árvores que, nestes dias, nos protegem mais da chuva do que algum raio de sol envergonhado.  Mas isto, também era dantes.

Hoje ficamos em frente aos computadores, a exercer o mesmo trabalho de um qualquer outro dia. Hoje ficamos presos nas repartições, nas salas de professores, nos balcões das lojas. Hoje não há vida, nem morte, que nos valha. Por algum tipo de negociação que nos custa a perceber, apagaram do calendário um dia que, para mim, não era religioso no sentido canónico de uma qualquer Igreja, mas que fazia e continuará sempre a fazer parte da religião da minha memória.

Hoje ficamos apenas por aqui. Num país que acaba.

domingo, 20 de outubro de 2013

A Casa com Alpendre de Vidro Cego




A Casa com Alpendre de Vidro Cego conta, com a simplicidade característica da melhor literatura nórdica, a vida de Tora, uma menina nascida da relação de uma norueguesa com um soldado alemão durante a Ocupação, numa aldeia do Norte da Noruega.
Tora carrega o estigma da desonra que a torna alvo do escárnio dos vizinhos, mas é no lar que terá de enfrentar as investidas do perigo, sofrendocom a ausência da mãe, Ingrid, que tem de sustentar a família, e com os abusos do padrasto, Henrik, um homem violento. Apesar deste ambiente de pobreza e de miséria moral, Tora tem as ilusões próprias de uma menina da sua idade e desenvolve armas para lutar contra as adversidades.
A Casa com Alpendre de Vidro Cego é o primeiro título da trilogia de Tora que nos deixará, a todos, na expectativa de saber como será a vida da menina-coragem.

Herbjørg Wassmo nasceu em Vesterålen, no Norte da Noruega, em 1942. Iniciou a carreira literária em 1976, com o livro de poesia Bater de Asas (Vingeslag). O reconhecimento chegaria mais tarde, em 1981, com o primeiro romance A Casa com Alpendre de Vidro Cego (Huset Med den Blinde Glassveranda), uma obra que conquistou o estatuto de clássico da literatura norueguesa. O livro constitui o primeiro volume da trilogia de Tora, ao qual se seguiram O Quarto Silencioso (Det Stumme Rommet), em 1983, e o Céu Doloroso (Hudløs Himmel), em 1986.
A voz de Wassmo goza de um poder poético e evocativo que conduz o leitor até uma fronteira próxima da desintegração do jovem ser humano e da luta pela dignidade.
A trilogia de Tora, cujo primeiro volume a Arkheion Editora se orgulha de agora publicar, foi vencedora dos prémios Literary Critics’ Prize, em 1981, Booksellers’ Prize, em 1983, e Nordic Council’s Literary Prize, em 1987.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Editorial: Sem tempo para guerras

|Luís Filipe Cristóvão

Sem tempo para guerras, assumimos a luta pelo sonho – sonhamos um espaço onde os autores podem divulgar o seu trabalho e onde leitores podem descobrir novos caminhos de saber. Falhamos, constantemente, umas vezes atrás das outras, mas não desistimos. Ao nosso sonho correspondem, mensalmente, novas vozes e novas ideias, as nossas portas estão abertas, façamos deste recreio um espaço para nos renovarmos.

Sem tempo para guerras, assumimos a luta pelos nossos direitos – inventamos o que ocupa o vazio e permanecemos em constante desbravar de sensações. Queremos que as nossas palavras sejam sentidas, queremos que as nossas imagens sejam emocionantes, queremos que o nosso estímulo não se perca no vazio. Connosco, estão todos os autores que comungam deste desejo de ser maior, entre as nossas janelas corre o ar, façamos desta sala um espaço para nos encontrarmos.

Sem tempo para guerras, não desistimos. Não precisamos de mais razões para fazermos aquilo que queremos fazer. E o que nós queremos, agora – como querem todos vocês que por aqui passam em busca de espaço para publicar, algo para ler, muito para sonhar – é isto. Esta é a Sítio. Construam nela a vossa casa.



Nota: Porque esta revista é feita por múltiplas vozes, os editoriais passam agora a ser assinados. A cada um deles, corresponde uma cara, um pensamento, um desejo. Tal como a cada dia, nos poemas, nas prosas, nas fotografias. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Em luta com o silêncio

|Editorial

Andamos em luta com o silêncio. Porque o silêncio, esse, se tornou desconfortável, como um par de sapatos que, apesar de muito usados, acabaram por não se acomodar, como deviam, aos nossos pés, até que nos chegou a coragem de os pôr de parte.

Andamos em luta com o silêncio. Porque nos tentam tapar a boca, pior, tentam tapar-nos as ideias, que se vão infiltrando pelos braços e nos obrigam a agir. Gastamos todas as energias, parece certo, porque estar em luta não é tarefa fácil para se viver todos os dias.


O nosso caminho não é o mais correto, nem as nossas razões mais fortes do que quaisquer outras. Fazemos o que fazemos, como o temos que fazer. Hesitar, hesitamos. Porque também a nós nos dói a indecisão, a repetição, as palavras ocas. Quase que nos calamos. Mas recomeçamos. Andamos em luta com o silêncio. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Livros a Oeste


Depois do sucesso do primeiro ano, a Lourinhã volta a organizar o evento "Livros a Oeste" que decorrerá de 27 de maio a 1 de junho e que trará, ao Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, mais de três dezenas de reconhecidos autores no panorama literário nacional e internacional como: Nuno Camarneiro (prémio LeYa 2012), Valter Hugo Mãe, Alice Vieira, José Jorge Letria, Margarida Rebelo Pinto, Isabel Stillwel, Onésimo Teotónio de Almeida, Mário Zambujal, Afonso Cruz, entre outros.

Observando-se o formato pensado para este evento, a consecução do programa, passará pela realização de conferências, workshops, conversas com autores, sessões de cinema, teatro, apresentação de livros entre outras atividades, bem como a  feira do livro, patente durante todo o festival, numa clara aposta na diversidade, aliada à qualidade,  afirmando, mais uma vez,  a Lourinhã, como destino cultural alternativo aos grandes centros urbanos.

Toda a informação sobre o evento poderá ser consultado em http://livrosaoeste.blogspot.pt/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não vá o maio, de maduro, cair


|Editorial

Quatro meses inteiros a fazer revista e olhar para a frente, ver um ano inteiro a chegar e a pesar, respirar fundo, seguir em frente, mais um passo, mais um passo, um passo de cada vez. Quatro meses inteiros a fazer revista, a gerir as frustrações de cada vida, as distâncias, os desempregos, os trabalhos pesados, os silenciosos empregos, as chamadas de surpresa. Quatro meses inteiros a fazer vida, todos os dias.

E para mudar de agulha, saber que na literatura encontramos uma janela para um mundo que se explica melhor do que o nosso. Daí a importância de ler quem escrever por nós. Quem sente com as letras e constrói de palavras paredes, casas inteiras. E para mudar de agulha, abrir portas e convidar mais gente, para que o mundo se faça inteiro de vários olhares, sensações, mãos que escrevem, mais do que no papel, no corpo.

Quatro meses inteiros e muitos pais, pelo passado e pelo futuro. Porque abril mal se cumpriu e o maio não vá, de maduro, cair. Aprender a resistir mesmo que sem ações – porque ação já é esta a de respirar num espaço onde convidamos quem venha respirar connosco. Sejam palavras, sejam olhares, sejam sensações. Começar mais um mês, sob o signo do trabalhador, essa espécie em vias de extinção, essa espécie em revolução constante. E não parar nunca de lutar. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Isto não é o dia das mentiras


|Editorial

Não estamos no tempo de reescrever a história. Na verdade, nem sequer na disposição. E se bem se entenderia que um movimento poético tivesse, no seu seio, os seus motores teóricos, não parece aceitável que o movimento se faça, apenas, pela oportunidade de quem está arrumado na vizinhança. Essa é a condenação de quase todos os que aspiram a ser grandes: não resistem a ver-se rodeados de pequenos bajuladores que se arrastam pelas suas costas em busca da luz do sol.

Não estamos no tempo de nos determos numa caixa. Na verdade, nunca foi a nossa intenção. Daí que a procura de contraditórios sempre tenha feito o caminho deste espaço. Porque abrir portas faz parte da nossa forma de estar. Porque encontrar outras vozes é, também, uma forma de estar vivo. Porque, finalmente, é nessa diversidade que se encontram as melhores razões para continuarmos a fazer o que fazemos: não desistir nunca do que é humano no trabalho das letras.

Não estamos, enfim, no tempo de nos fixarmos. Na verdade, evitamo-lo a todo o custo. Porque o contemporâneo tanto está numa cantiga de amigo, como numa letra de rap. Porque o nosso tempo tantas vezes surge na literatura clássica, de uma forma tão pungente como na página de um qualquer jornal.  Porque não ignoramos o curso da língua e da literatura que nos trouxe até aqui, até hoje, até ao agora. Nós sabemos. É isso que nos apetece dizer perante aqueles que insistem em tempos que não são, claramente, os nossos. Façam vocês a festa que quiserem, nós sabemos.

domingo, 24 de março de 2013

A Sítio no Mal Dito


Coimbra tem estado invadida de poesia desde a passada quinta-feira, com a realização do Mal Dito – Festival de Poesia de Coimbra.

Hoje, domingo, a Revista Literária Sítio marca presença no “dito”, através do seu diretor, Luís Filipe Cristóvão, um dos convidados para a mesa “Mundos de Criação, Divulgação e Disseminação no Séc.XXI – A poesia portuguesa na era online”, que contará ainda com a presença de Manuel Margarido, Nuno Quintas e Pedro Jordão, sob a moderação de Isabel Delgado.

Tudo acontecerá na Cafetaria do Museu da Ciência, em conjunto com outras atividades, a partir das 11h30.

Mais informação: http://malditofestivaldepoesiacoimbra.blogspot.pt/


sábado, 9 de março de 2013

Um Bairro feito de Livros


Quando, em 2011, a Isabel, a Catarina e a Minês se juntaram para criar uma cooperativa no Porto, destinada a dar forma a ideias criativas e a fazer nascer produtos culturais, estavam longe de imaginar que um dia seriam “as meninas do Bairro dos Livros”. Hoje, fazem livros, trabalham a comunicação para a cultura e assinam alguns dos mais originais eventos culturais nas Artes Plásticas e Literatura. Com o projecto Bairro dos Livros, a partir do Porto, conseguiram dinamizar a rede de livreiros e alfarrabistas da baixa da cidade.