Recensão do livro Mulher Ilustrada de Maria
Sousa.
|Manuel A. Domingos
Quando se caracteriza determinada forma de poesia com o
adjectivo de feminina, isto é, poesia
feminina, muitos são aqueles que saltam nas suas cadeiras. A poesia não tem
género. É como os anjos, dizem. No entanto, a realidade é muito diferente:
existem poetas e poetisas; quer se queira ou não, isso reflecte-se na poesia
que escrevem. É claro que há poetas que escrevem como poetisas e poetisas que
escrevem como poetas. Há, ainda, poetas que escrevem como poetas. E poetisas
que escrevem como poetisas. Maria Sousa (1969) pertence a este último grupo.
