|Manuel A. Domingos
Nos últimos três anos tem havido o ressurgir do gosto pela tipografia com
caracteres móveis. Exemplo disso são os projectos editoriais Oficina do Cego,
Pianola e 50kg. Todos nós gostamos de sentir, no papel, a pressão das letras.
Os objectos que nos chegam são preciosos: é o tempo de alguém que temos nas
mãos, o seu amor à arte. No entanto, é preciso algum cuidado. Muitas vezes são
mais apreciados os objectos do que o seu conteúdo, isto é, o texto. E na
maioria dos casos, tirando algumas excepções (como é o caso), ainda é o texto
que faz o livro.
