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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Postais da Costa Sul - Pedro Jubilot


Os ‘Postais da Costa Sul’  foram escritos entre o verão de 2011 e o verão de 2012, ao longo da costa do Algarve e enviados através de facebook.pt, sendo o remetente Pedro Jubilot, e tendo como destinatários os amigos/público da conhecida rede social.
São pequenos textos ficcionados sobre a vivência, a paisagem, e claro… a passagem do tempo, de quem está junto ao litoral sul que agora se reúnem num pequeno livro algumas dessas mensagens que foram sendo lançadas no lugar etéreo e efémero da internet, tentado que ao passarem a existir impressos numa textura se tornem numa leitura mais física e real. E que se insinuem a novos leitores.



Pedro Jubilot
Professor, licenciado em línguas e literaturas modernas, escreve por passatempo, mas é um amante de muitos  tipos de arte. Nos anos 90 quando regressou ao Algarve foi autor de programas de rádio, criou a Húbris -agência cultural (olhão,1991), editou o fanzine ‘Tão Longe, Tão Perto’, escreveu letras para bandas pop, recebeu alguns prémios literários a nível local na modalidade de conto.  Em dezembro de 2001  o  seu microconto ‘A Visita’ foi escolhido pelo jornal Público para representar Portugal, tendo sido publicado em simultâneo nos jornais (El Pais, Corriere della Sera entre outros) dos 5 países organizadores. Actualmente é membro da Casa Álvaro de Campos-Tavira e colabora no ‘Cultura.Sul’, suplemento cultural do jornal Postal do Algarve.

BLOGUE          CanalSonora  http://canalsonora.blogs.sapo.pt/
FACEBOOK    Pedro Jubilot https://www.facebook.com/pedro.jubilot

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Rute Castro - Biografia


Rute Castro nasce em 1982 em Faro, reside depois em diversas cidades, passando por Caldas da Rainha, Lisboa e até mesmo pela cidade da Guarda.
Com a idade de catorze anos resolve participar no prémio literário António Aleixo, ganhando por esta altura o primeiro prémio entregue pela escritora Lídia Jorge. Desde então nunca parou de escrever, dedicando-se primeiramente à prosa e mais tarde à poesia.
Licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa e fez uma pós-graduação em Ciências da Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Em 2012 foi finalista na competição Fnac Novos Talentos de Literatura com o conto “Sobre os passos que matam”.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ruth Ministro - Apresentação

Ruth Ministro, psicóloga pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, nasceu em Lisboa no ano de 1981. Desde sempre apaixonada pelas letras, começou a partilhar as suas palavras com o público em 2006, através do blogue http://a-minha-nuvem.blogspot.com. Em 2008 é convidada a participar na colectânea “Nas Águas do Verso: 100 Autores – 100 Poemas”, lançando o seu primeiro livro de poesia “A Minha Nuvem” em 2009, quando é descoberta pela Edita-Me Editora. O seu segundo livro de poemas, “Dos Intervalos Das Horas”, é publicado em 2011 pela mesma editora. Os seus textos já foram vestidos por vozes de programas de rádio, pintados por artistas plásticos em exposições colectivas intertextuais e interpretados em tertúlias e sessões poéticas por quem por eles se apaixonou. Fernando Contumélias, prefaciador do seu segundo livro, descreveu-a como uma mulher corajosa: “é preciso ter coragem para escrever poesia. Porque não há ‘arte’ que poupe tão pouco o lado mais íntimo de quem a escreve, por mais que ‘finjam’ os poetas e poetisas... Apesar da relativa juventude, Ruth Ministro tem a ousadia de se aventurar pelo imenso território das emoções humanas e a maturidade espantosa para se sair bem.”, mas talvez a melhor forma de a definir seja chamá-la de eterna sonhadora.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Petr Borkovec


Petr Borkovec nasceu em Louòovice, na Boémia Central, em 1970. Desde 1992, o poeta e editor de arte trabalhou na revista Souvislosti e desde 2000 no jornal literário Literárni noviny. Como tradutor, tem trabalhado, sobretudo, com poesia russo, embora tenha já traduzido teatro clássico grego e poesia coreana.

Em 2010, esteve no seminário da Literature Across Frontiers, realizado na Biblioteca José Régio em Vila do Conde. É desse encontro que resultaram as traduções que se publicam esta semana. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Flávia Rocha

Flávia Rocha (São Paulo, 1974), poeta, tradutora e jornalista, é autora de dois livros de poemas, o bilíngue "A Casa Azul ao Meio-dia/ The Blue House Around Noon" (Travessa dos Editores, 2005) e “Quartos Habitáveis” (Confraria do Vento, 2011). Tem mestrado (M.F.A.) em Criação Literária/Poesia pela Columbia University e é editora-chefe da revista literária americana Rattapallax (www.rattapallax.com), que está para lançar em fevereiro sua primeira versão em APP. Editou antologias de poesia brasileira para as revistas Rattapallax (EUA), Poetry Wales (País de Gales) e Papertiger (Austrália), entre outras. É uma das fundadoras da Academia Internacional de Cinema (www.aicinema.com.br), em São Paulo, onde implantou um curso de Criação Literária.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

João Bentes

João Bentes, trinta e dois anos, natural de Faro. Foi dinamizador do núcleo de literatura da A.R.C.A. – Associação Recreativa e Cultural do Algarve entre 2004 e 2008. Foi coordenador das actividades do grupo informal Sulscrito – Círculo literário do Algarve, entre 2005 e 2008, entre as quais se encontram a realização dos encontros internacionais de escritores Palavra Ibérica, em Faro e Vila Real de Santo António, em 2006 e 2007, respectivamente, e o publicação dos dois primeiros números da revista Sulscrito. Da sua obra poética está publicada uma pequena parte nas antologias de poesia Do solo ao sul (Arca, 2005) e Poema Poema (Punta Umbria, 2006), tendo também algumas participações dispersas em weblogs e revistas.

Acaba de lançar, já em 2013, o seu primeiro livro, Odes (4águas).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Dois poemas de Jorge Velhote


|Jorge Velhote 


FERNANDA GARRIDO: O BREVE LUGAR DAS SOMBRAS

É um lugar a mais a queda incerta
e o medo é o que dás a ver se a luz te fere o olhar
e alucina como brancas são as palavras que depositas
entre a reminiscência dos segredos e o breve lugar das sombras

é uma doença que o sofrimento assinala silencioso
uma máquina dormente que desprende
a fronteira do horror e mutila a desmesura
incessante que acumulas rudemente

é uma paragem onde se adensam sinais
crescem bússolas convergem fracturas        
ou rompimentos a dureza ácida dos mortos
que devoram intermináveis a distância

é em abandono que o olhar se ausenta
e o corpo nos seus meandros se agiganta
 –  mão que ergue a luz e seus vestígios
deslocando espelhos delicadamente

é a esvair-se que se interrompe o escuro
em penumbra e o pólen diurno deflagra em cor
ou grafite que avança em espessura
o ruído amável a desabrigar a casa

é um enigma essa luz jacente fogo ou prece
incólume a queimar a boca intacta
escombros pomares ressequidos
o sílex da cinza que estende os nomes

é perverso o jogo da transparência e da tristeza
que sobre os vidros se abate em lavra
incontida como se na penumbra uma gramática
de dor catalogasse inéditos rumores

é em sufoco e oculta vigilia a fuga
hesitante a crueldade do abandono ou espera
mensurando o insaciável  é uma luz ruindo sobre o futuro
em combustão como lágrimas em lugares improváveis

é com a mão que perscrutas o lume inacabado
a maestria do traço brandamente translúcido
e na textura dos lábios vigias a âncora nítida
o cintilante labirinto do vento aprisionado 

é no olhar que afinas todas as palavras
e oscila o sal até à explosão impensável
e de súbito ergues arbustos e tapumes
e nas cicatrizes despes a mudez como a nudez nos lençóis

é  em cada um que transportamos a morte
e reconstruímos a criança pura rasurando
a ternura incerta e as crateras milenares
da água da melancolia como ofício

é a alegria um epigrama absoluto e rouco
o fulgor do mundo adormecido nas vísceras um inferno
uma toalha de cal e musgo como chão ou barco
um tanque medindo a sofreguidão do tempo

é a eternidade que se abriga quando interrompes o vento
desenhas o gume da ruína ínfima a árvore que resvala
na sua cor a folhagem do céu onde deus
acolhe a noite e murmura

é no silêncio e na febre que redimes
o enigma insuportável da luz
e afastas o esquecimento

Senhora da Rocha, Agosto 2012

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quatro poemas de Rui Tinoco


|Rui Tinoco

nesta fotografia sou
eu, sentado em frente
do poema. era novo:
a ingenuidade desfazia
os meus versos como
se fossem brinquedos
de criança. ainda
assim, quis a recordação.
ficar na imagem foi
uma forma de continuar
nesse presente.
é por isso que regresso
aqui, auxiliado pelo
olhar fotográfico,
para reviver as emoções.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ray Loriga

|Rui Malheiro

"Gosto de Jean-Luc Godard e de Ingmar Bergman. Não gosto de grão-de-bico. Gosto de Espanha. Não gosto de Espanha. Gosto muito de França, porque a conheço muito pouco. Gosto da comédia, inclusive por cima do respeito, porque como dizia Larry Flynt, famoso pornógrafo, o nosso sistema está criado para assegurar as liberdades dos piores de nós. Gosto dos meus amigos. De ler e de beber com os meus amigos. Não gosto nada que o Papa vá num papamóvel, porque se Cristo tivesse tido guarda-costas não teria existido Cristianismo. E falando de Cristo, Lenny Bruce, o irreverente e tristíssimo cómico norte-americano, dizia que se Cristo tivesse nascido no Texas no século XX, e não em Jerusalém há dois mil anos, os católicos usariam cadeiras eléctricas à volta do pescoço em vez de cruzes"
(Ray Loriga)


"O pior de tudo não são as horas perdidas, nem o tempo por detrás e por diante, o pior são esses espantosos crucifixos feitos com pinças para a roupa". Com esta frase, Ray Loriga (Madrid, 1967) principia Lo peor de todo (1992), a sua primeira novela, rapidamente conotada com a "Geração X" de escritores espanhóis, cujo estilo transpirava álcool, drogas e rock and roll, rótulo que Ray Loriga sempre renunciou, ao afirmar que nunca ambicionou pertencer – ou deixar de pertencer - a qualquer geração.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Um ponto no mapa (ou talvez um poema)


Pequeno pseudo-ensaio vagamente descritivo da obra de João Luís Barreto Guimarães. 

|Alexandra Malheiro

Alain, comentando Válery, diz-nos que "todo o pensamento começa por um poema". Lembro-me disto sempre que leio João Luís Barreto Guimarães, ainda que um pouco ao contrário, acreditando que nele os pensamentos acabam tornando-se poemas. Poemas como pensamentos, como um apontamento que tiramos ao andar pela rua, ao observar. Como se estivéssemos a ler um livro e fizéssemos uma anotação na margem, um sublinhado, João Luís faz o mesmo com o que observa, com as mais comezinhas ocorrências quotidianas como o trilho de óleo que o carro deixa na garagem e faz depois prendê-las ao seu próprio pensamento, com frequência uma divagação sobre uma memória poética, alguma coisa que leu, um quadro de viu, uma cena de um filme. Tem sido assim em todos os seus livros, um jogo metonímico e de linguagem que começa nas cenas quotidianas mas que nos leva muitas vezes por uma via erudita, às vezes de menor compreensão para os menos viajados. Quando falo em viagem digo-o, também, de forma lata aproveitando a amplitude da palavra seja a viagem física que fazemos a outros lugares seja a viagem que os livros, a arte, enfim, a cultura nos proporciona.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Joana Serrado


Joana Serrado nasceu em Aveiro em 1979 e estudou filosofia, neerlandês e teologia em Coimbra, Porto, Berlim e Groningen. Foi Fulbright Visiting Fellow na Harvard Divinity School em 2010. Desde 2012 é investigadora em História do Misticismo e Teologia Feminista na Universidade de Oslo, onde também ensina Literatura Lusófona. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Jorge Melícias


Jorge Melícias nasceu em 1970. É autor de vários livros de poesia, como iniciação ao remorso; a luz nos pulmões; o dom circunscrito; incŭbus; a longa blasfémia; disrupção – 1998/2008 (poesia reunida) e  felonia/agma, este último com data de publicação de janeiro de 2013 e de onde foram selecionados os poemas que apresentaremos esta semana.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Elisa Iglésias


Elisa Iglésias nasceu em Bilbao, Espanha, em 1972. Licenciada em Direito, exerceu diversas profissões até que, em 2007, se dedicou exclusivamente à Literatura. Em 2010 publicou o seu primeiro romance, “Desorientación” (pelas editoras Caballo de Troya, Random House Mondadori), baseado nas experiências da sua viagem à Índia. Viveu e trabalhou no México como jornalista, antes de se mudar, recentemente, para Paris.